Assistentes virtuais em 2021 – sejam eles de voz ou de chatbots – são uma tendência real e marcante principalmente para pequenas e médias empresas. É provável que negócios de diferentes portes precisem se adaptar à tendência para já pois ela já está chegando para ficar.

Graças ao investimento de grandes empresas, e o trabalho consistente em tecnologias de inteligência artificial (IA) feito por gigantes como Amazon e Google, hoje o imaginário dessas ferramentas nunca esteve tão presente, não só de forma utópica como vemos em filmes, mas de modo realmente prático.

Isso é o que foi liberado recentemente por dois dos maiores grupos de pesquisa: a Deloitte e o Euromonitor. Aqui no blog vamos falar um pouco mais sobre eles. Confira:

O mundinho dos assistentes virtuais só cresceu

Inicialmente, precisamos ter em mente que o atípico ano de 2020 obrigou muitas empresas a acelerarem processos de digitalização que talvez fossem se desenrolar apenas dentro de alguns anos.

Apesar de não ter se popularizado tão depressa quanto se esperava em 2016, a tecnologia já tomou forma no nosso imaginário. Isso é tão real que um fato curioso é que “Alexa” foi um dos termos “triviais” mais buscados no Google em 2020 e provavelmente uma das palavras mais comuns nas redes sociais também.

Além disso, é provável que o distanciamento social prossiga ainda por mais um período incerto, o que nos indica que projetos de digitalização que começaram neste ano irão se consolidar mais agora.

Expectativas positivas preveem que 300 milhões de pessoas ao redor do mundo se rendam a essa tecnologia até 2025. Segundo um levantamento da Gartner do começo de 2019, 25% dos trabalhadores digitais terão um assistente virtual até 2021.

Tendências de 2021: Assistentes Virtuais em Alta

Quando olharmos para trás, 2020 provavelmente será o ponto de virada quando a maioria da população se adaptou às interações digitais para conduzir sua vida cotidiana, seja trabalhando em casa, seja na escola online, seja encomendando mantimentos ou até com o avanço da telemedicina. 

No entanto, a prevalência de interações digitais de forma quase que exclusiva durante boa parte do ano deixou muitos de nós ansiosos pelos dias de interações pessoais.

É desse dilema que nasce a maioria das tendências citadas pelo relatório do Euromonitor.

1. Automação para tudo

A principal tendência que surge é a que vem do desejo de realizar tarefas de forma mais rápida, mais fácil e de forma automática. Ou seja, o desejo de não realizar certas tarefas. 

Para isso vem muito a calhar o uso das tecnologias de IA. Assistentes virtuais, dispositivos inteligentes, chatbots, fábricas sem funcionários e aplicativos gerenciados por IAs estão penetrando nas operações comerciais, na logística da cadeia de suprimentos e nas vidas dos consumidores. 

No geral os humanos estão começando a aceitar que certas tarefas podem ser feitas por robôs e outras IA e não apenas por eles mesmos e tudo bem!

Assim empresas estão podendo ir além dos humanos, criando oportunidades sustentáveis de crescimento com tecnologia para facilitar a vida. 

Já os trabalhadores estão descobrindo que certos trabalhos não precisam ser feitos por eles, deixando-os mais livres para executar tarefas mais ligadas ao raciocínio empático, artístico, humano e generalista. 

Em meio a isso, os consumidores estão descobrindo que eles podem ter experiências mais intuitivas, simples e by-demand.

2. Automatizando a automação

A própria indústria já entendeu esse movimento e também caminha a cada dia para a automação, inclusive, do próprio processo de construção das automações. 

Um dos pontos mais marcantes da análise da Deloitte mostra que, com os constantes investimentos bilionários em IAs, as grandes corporações já atuam de forma industrial – e não artesanal – na construção de um software.

Mas como assim? Você deve se perguntar. A gente explica usando um chatbot como exemplo.

Antes um chatbot era construído do zero. Um programador e um designer de conversas se juntavam para escrever toda a experiência de um bot sozinho. Assim, um software, um programa, uma IA ou qualquer coisa dessas era programada por um humano, que tinha que fazer isso do zero toda vez que era construído. 

Depois aquele programador começou a ver que poderia replicar um pouco do texto de um bot em outro. Vários deles começaram a fazer isso para os mais diversos programas. Assim veio as bibliotecas de código aberto, em que um programador pode copiar um código e assim facilitar o processo de criação. É assim que se faz hoje no geral por empresas no mercado a fora.

Mas já não é assim que as gigantes da tecnologia e suas indústrias funcionam. Elas já notaram que tal processo é muito artesanal. Então começaram a criar máquinas que cuidam disso de forma automática e em larga escala. Assim, existem programas que podem procurar erros sozinhos, programas que podem treinar IAs sozinhos e agora até programas que podem criar programas sozinhos.

O que muda para nós? É que essa tendência está saindo da mão deles e vindo para nós. A nossa própria empresa aqui já faz isso. Fornecemos uma IA de forma generalista de fácil acesso para você e quem mais precisar, sem termos que escrever tudo do zero. Assim o processo fica mais barato para você e para nós.

3. Experiências autênticas e sem distinção

Como falamos logo acima, a prevalência de interações digitais de forma quase que exclusiva durante boa parte do ano também teve um efeito “rebote” e deixou muitos de nós ansiosos pelos dias de interações pessoais.

Ao olharmos para o futuro, esperamos também que os consumidores não fiquem mais satisfeitos com experiências distintas de marca física ou digital. Eles esperam uma combinação do melhor de ambas – experiências pessoais altamente personalizadas sem sacrificar a conveniência das transações online.

Assim as pessoas ao entrarem em contato com uma empresa esperam uma resposta rápida, instantânea, de qualidade, que solucione suas questões e não consuma muito do seu tempo.

Mas também esperam que essa experiência automática seja calorosa e inteligente. Não à toa que grandes empresas nomeiam seus bots, lhes dão toda uma personalidade – como acontece com a MagaLu – e também investem em tecnologias de processamento de linguagem para que eles entendam as intenções da forma como são faladas e com uma baixa taxa de erro. 


Os assistentes virtuais — de voz e por meio de chatbots — já não são mais uma realidade apenas de filmes de ficção científica. Mais do que uma evolução tecnológica, essa tendência promete trazer junto uma transformação social, especialmente na forma como realizamos compras e até mesmo em como interagimos com itens e objetos dentro de casa, por exemplo.