O que é Metodologia Ágil e como funciona

por | jan 27, 2020 | Negócios

A metodologia ágil é um modelo e uma filosofia que propõe alternativas à gestão de projetos tradicional e tem a função de aprimorar o processo de desenvolvimento de um produto ou serviço. O objetivo final é fazer entregas com rapidez e com maior frequência, conforme surgem as necessidades do cliente.

 

Acontece que o modelo em cascata, até então o usual, além de burocrático e lento, era bastante contraditório a forma usual com que os engenheiros de software sempre realizaram trabalho com eficiência.

 

A metodologia ágil, então, surge na metade da década de 90, na engenharia de softwares, como uma reação contra os métodos “pesados”, que são caracterizados por muita regulamentação, por muitos processos e por uma preocupação com o micro gerenciamento. 

 

Uma visão que levou ao desenvolvimento de métodos ágeis e iterativos era retorno a prática de desenvolvimento às vistas 

 

A aplicação da metodologia ágil, assim, pode influenciar diretamente a performance do seu negócio, garantindo resultados extraordinários em seus projetos. Aliás, isso já é uma realidade em muitas empresas, como a nossa.

 

Confira agora 3 métodos de gestão alinhadas com o modelo de gestão ágil:

#1 SCRUM:

O Srum é uma ferramenta que permite controlar de forma eficaz e eficiente o trabalho, potencializando as equipes que trabalham em prol de um objetivo em comum. Essa metodologia não apenas facilita a definição de objetivos, como também ajuda a cumprir os prazos estabelecidos.

 

Para essa metodologia precisaremos entender alguns termos:

  • Dono de Produto (ou Projeto): Quem representa os interesses do usuário ou cliente final. É quem vai determinar o que deve fazer parte do produto em termos de funcionalidades.
  • Time de Scrum: Executores das demandas para fazer o projeto acontecer
  • Sprint: Intervalos de tempo de desenvolvimento, que não duram mais do que quatro semanas
  • Lista de Backlog: Lista de demandas por ordem de prioridade.

 

Tudo entendido, o método fica simples: O Dono do Produto pensa em todas as funcionalidades e cria a lista de backlog. A partir dela o Time de Scrum começa a trabalhar em metas para atingir as demandas. Ao fim de cada Sprint, todo o trabalho feito é validado e, então, recomeça tudo de novo até que todo o backlog seja concluído. 

 

#2 KANBAN

É um conceito originalmente japonês relacionado com a utilização de cartões (post-it e outros). Se você gosta de trabalhar com checklists e de ter uma visão geral do que está sendo desenvolvido por sua equipe, vai gostar de trabalhar com a ferramenta Kanban e possivelmente até já a conheça pois é uma das ferramentas mais utilizadas pelas empresas.

 

Além disso, essa ferramenta funciona muito bem para dar um controle visual do andamento de demandas e é muito usado aliado às práticas de gestão à vista. Para trabalhar com o Kanban você precisa de basicamente criar um quadro (que pode ser físico, como um quadro branco, ou virtual, como o Asana) e dividi-lo em três colunas, organizadas da seguinte forma:

 

  • TO DO: contemplando todas as tarefas a serem feitas durante um determinado projeto ou intervalo de tempo;
  • N PROGRESS: : com todas as demandas que estão sendo feitas por pessoas específicas em um momento;
  • DONE: com as tarefas que já foram finalizadas, entregues e validadas pela equipe.

 

O sistema é bastante simples mesmo, mas demanda que toda a equipe esteja engajada para que ele possa funcionar adequadamente. Afinal, é preciso que haja um acompanhamento constante as tarefas que estão sendo realizadas, assim como seu avanço entre as colunas.

 

#3 S.M.A.R.T.

A meta SMART é uma excelente forma de criar objetivos mais reais e atingíveis para sua empresa, ou até para você mesmo. Ela ajude você a definir expectativas claras e objetivas ​​para maximizar suas chances de alcançá-las. Para utilizá-lo você deve apenas ter em mente os princípios dessa metodologia, que são indicados por cada uma das letras do seu nome.

 

  • S  – Specific: em primeiro lugar, sua meta precisa ser clara e bastante específica. Ela deve abordar apenas um ponto de cada vez e não abrir margem para interpretações errôneas ou equivocadas.
  • M – Measurable: segundo, sua meta precisa ser mensurável e quantificável. Lembre-se de sempre estabelecer objetivos exatos e que possam realmente ser comprovados. 
  • A – Attainable: os objetivos que você define devem ser alcançáveis, levando-se em conta o tempo estabelecido e as condições atuais da empresa. Não adianta uma meta impossível, lembre-se disso!
  • R – Relevant: não adianta nada, também, você ter uma meta se o atingimento dela, no final das contas, não gerar nenhum impacto para você ou sua empresa. Na hora de definir seus objetivos, busque por pontos relevantes e cuidado com as métricas de ego (como curtidas do instagram). 
  • T – Time-related: É muito importante que sua meta tenha um prazo máximo para ser alcançado. Dessa forma, você evita procrastinações e pode mensurar melhor se houve o atingimento da meta ou não.

 

No fim, você pode até adotar todas esses métodos ou até criar o seu próprio. O importante é que você lembre que, para esses métodos, os indivíduos e as interações são muito mais importantes do que processos e ferramentas; Ou seja, estratégias que funcionam são muito mais relevantes do que uma documentação abrangente.